Postgraduate Medicine
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SIMPÓSIO

simpósio sobre tosse crónica

Tosse crónica
Procurar a causa e a solução

Peter V. Dicpinigaitis, MD   Rakesh V. Alva, MD

Nota Prévia
Na grande maioria de não fumadores que não tomam inibidores da enzima de conversão da angiotensina e que não têm evidência de doença activa na radiografia do tórax, a tosse crónica é causada pela síndrome de rinorreia posterior [recentemente designada síndrome de tosse das vias aéreas superiores (STVAS)], asma, bronquite eosinofílica não asmática ou doença de refluxo gastresofágico (DRGE), isoladamente ou em associação. É necessário um alto índice de suspeita, porque cada uma destas situações se pode apresentar com tosse e sem outros sintomas. Porque a STVAS pode ser a causa mais frequente de tosse crónica, parece ser razoável fazer inicialmente tratamento empírico da STVAS nos doentes em que outras causas de tosse não sejam evidentes na avaliação inicial. Em muitos casos, a associação de um anti-histamínico de primeira geração com um descongestionante nasal pode ser o mais eficaz. De uma forma geral, a abordagem terapêutica da variante de tosse da asma é semelhante da que se faz nas formas típicas de asma. Muitos doentes têm melhoria sintomática ao fim de 1 semana de tratamento com broncodilatadores inalados, mas a maioria necessita de corticosteróides inalados para o desaparecimento completo da tosse. A terapêutica empírica inicial com inibidores da bomba de protões e a implementação de medidas anti-refluxo pode estar indicada nos doentes com suspeita de tosse induzida por DRGE.


simpósio sobre tosse crónica

Tratamentos da tosse e da constipação nas crianças
Há alguma coisa que funcione?

Diane E. Pappas, MD, JD   Gregory F. Hayden, MD   J. Owen Hendley, MD

Nota Prévia
Apesar da plétora de fármacos de venda livre para a tosse e constipação dirigidos ao alívio de vários sintomas da constipação vulgar – principalmente a congestão nasal, rinorreia e tosse – nenhum tratamento demonstrou ter qualquer efeito benéfico em crianças e alguns podem associar-se com um risco substancial de efeitos adversos. Mesmo as terapêuticas sintomáticas habituais, como antipiréticos e atmosfera húmida podem ser contraproducentes. A educação dos pais é o melhor remédio. Os pais necessitam de compreender a duração e os sintomas esperados com a constipação vulgar. Aconselhe-os sobre as alterações específicas de sintomas (por ex., respiração rápida e difícil) ou duração (por ex., uma constipação que dura 10 dias ou mais sem melhoria) que devem levar a reavaliação pelo médico da criança. Os pais também necessitam de ser educados sobre a ausência de eficácia comprovada e os potenciais efeitos adversos dos medicamentos disponíveis para a constipação. As gotas de soro fisiológico para o nariz e líquidos adequados, assim como antipiréticos para a febre que incomoda, podem oferecer algum alívio sintomático, mas o tempo ainda é a única cura conhecida.


simpósio sobre tosse crónica

Uma forma mais barata e rápida de solucionar a tosse crónica
Uma estratégia de diagnóstico presumível permite tratar precocemente, poupar custos e dar uma resposta terapêutica em mais de 90% dos casos

Jaechun Lee, MD   Miok Kim, MD, PhD   Jeong Hong Kim, MD   Young Ree Kim, MD, PhD   Sohyung Kim, MD   Yeol Kim, MD

Recomendações Práticas
Quando se avalia uma tosse crónica, deve considerar-se uma prova terapêutica dirigida para as causas previsíveis mais frequentes na nossa área.
Nos algoritmos em desenvolvimento como o nosso, devem ser tidas em consideração as experiências pessoais, as características dos doentes e o equipamento médico disponível.


ARTIGOS CLÍNICOS


Esofagite eosinofílica
A causa actualmente mais frequente de disfagia e impacto alimentar em jovens adultos

Todd W. Kilgore, MD   John B. Marshall, MD

Nota Prévia
A esofagite eosinofílica (EE) tornou-se a causa mais frequente de disfagia esofágica e de impacto alimentar em jovens adultos, muitos dos quais têm algum grau de predisposição para atopias. A endoscopia mostra geralmente aspectos que sugerem o diagnóstico, incluindo a presença de sulcos lineares, múltiplos anéis da mucosa, mucosa com aspecto de papel crepe e estreitamento do calibre esofágico. O diagnóstico de EE é feito pelos aspectos de biopsias na porção proximal e distal do esófago, que mostram a existência de acentuados infiltrados eosinofílicos. Se bem que a dilatação esofágica possa melhorar os sintomas, comporta um risco elevado de lacerações lineares e de perfuração. Os corticosteróides tópicos mostraram ser eficazes na melhoria dos sintomas e na redução das contagens de eosinófilos, mas os doentes necessitam de repetições periódicas de tratamento ou mesmo tratamentos prolongados. As dietas de eliminação e outras técnicas farmacológicas também foram avaliadas. As alergias alimentares e os aeroalergénios poderão ter um papel na patogénese da EE, uma entidade que parece estar a tornar-se cada vez mais frequente.


Dor anal
Diagnóstico e tratamento no consultório

Michael E. Friscia, MD   Robert D. Fry, MD

Nota Prévia
A grande maioria dos doentes que se queixam de dor anal tem uma fissura anal, hemorróidas trombosadas ou um abcesso ano-rectal. A maior parte das fissuras cura com tratamento conservador, nomeadamente, uso de amolecedores de fezes, banhos de assento com água morna e aplicação tópica de relaxantes do músculo liso. A presença de uma «hemorróida sentinela» [um papiloma cutâneo (skin tag) epitelial edemaciado] e uma papila anal hipertrofiada indica que a fissura é crónica e necessitará provavelmente de tratamento cirúrgico. A dor de uma hemorróida trombosada é geralmente mais intensa nas primeiras 24 a 48 horas depois da formação do trombo, e  depois desaparece rapidamente. Se o doente continua com dor intensa – apesar do tratamento conservador com corticosteróides tópicos, banhos quentes e amolecedores de fezes – está indicada a excisão. O único tratamento adequado para um abcesso ano-rectal é a incisão e drenagem. Os antibióticos devem reservar-se para os casos de doentes imunodeprimidos e nos que têm celulite significativa associada com o abcesso.


Calendários de vacinação e procedimentos

Indranill Basu Ray, MD, DNB(Card)   E. Kevin Heist, MD, PhD

Nota Prévia
Este artigo faz uma revisão dos calendários actuais de vacinação nos Estados Unidos recomendados para crianças e adolescentes; dos esquemas de vacinação de recurso para crianças e adolescentes; das recomendações para vacinação de adultos; das idades recomendadas e idades mínimas bem como dos intervalos entre as doses das vacinas; das contra-indicações para a vacinação; e das orientações gerais quanto ao procedimento de vacinação. Com excepção de algumas formulações de vacinas da gripe, nenhuma das vacinas recomendadas na idade infantil tem timerosal. Desde 2005, alterações nos planos de vacinação afectam as seguintes vacinas: hepatite A, rotavírus, vírus do papiloma humano, varicela, meningococos, toxóides do tétano e da difteria e pertussis acelular para adultos e vacina da gripe. São revistos ainda os intervalos mínimos entre administração de vacinas, bem como precauções, contra-indicações, administração e armazenamento.

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